Dica 1 – Bicicletas e suas partes – Como escolho a minha bicicleta e suas peças?

(por Richard Paul Dunner)

Como escolho a minha bicicleta e suas peças?

Tamanho
 H = altura , I = cavalo

Devido às nossas medidas corporais, altura do cavalo, largura das costas, comprimento dos braços, comprimento das pernas e comprimento do torso, cada um de nós movimenta-se de forma diferente andando de bicicleta.

Compre e use uma bicicleta para o seu tamanho. Qualquer bicicletaria ou especialista do ramo pode lhe dar o conselho apropriado.

O comprimento do tubo do selim e do top tube são essenciais.

Como regra geral para o cálculo do tamanho do quadro pode usar os seguintes parámetros:
Altura do tubo do selim = cavalo x 65 a 66,5%
Comprimento do pedivela = cavalo x 20 a 21%

Exemplo:
Cavalo = 85 cm
Altura do tubo do selim = 85cm x 0,65 = 55,25cm / 85cm x 0,665 = 56,52cm

c-t = altura do tubo do selim

Comprimento pedivela = 85cm x 0,20 = 17cm (170mm) / 85cm x 0,21 = 17,8cm (178mm)

L = comprimento do pedivela

Os fabricantes de bicicletas assumem proporções corporais padrão na construção dos quadros. Para manter a simetria do quadro, tanto o tubo de selim como o top tube irão diminuindo ou aumentando proporcionalmente conforme o tamanho do quadro. Assim, os ajustes finais serão feitos mudando a posição do selim, a inclinação e comprimento da mesa e a inclinação e largura do guidão.

Somente em casos de medidas corporais extremas (altura muito baixa ou muito alta, pernas muito curtas, costas muito compridas, braços muito longos ou curtos) podem fazer com que o ajuste tenha que ser feito com um quadro fabricado sob medida.
Também existem para a escolha do tamanho do quadro algumas tabelas e também calculadores online; um bom exemplo é o EBICYCLES(http://www.ebicycles.com/article/bicycle-frame-size-charts.html)

Escolhendo o modelo
A sua bicicleta tem que ser confortável, não pesada demais para percursos longos e preferencialmente Speed (estradeira) com aro 700C (27 polegadas).

Para o conforto de uma bicicleta, a distância entre eixos é essencial. Bicicletas speed para competição, em geral, têm uma distância entre eixos curta com 97 a 100 cm. São bicicletas rígidas, ágeis e “nervosas”.

Para o nosso propósito, provas de randonneurs, este tipo de bicicleta não é necessariamente apropriada. Assim, seria bom se tivesse uma bicicleta com distância entre eixos maior, acima de100 cm, com quadro de geometria direcionada para o conforto.

Uma boa dicas é o quadro ter como fixar um bagageiro e tenha também espaço para colocar pneus mais largos de até 32mm (1-1/4 polegadas).

Veja nas fotos anexas os belos exemplos de Guilles Berthoud da França e de Mercian da Inglaterra.

Veja também como o guidão fica quase na mesma altura que o selim fazendo com que o ciclista possa pedalar em uma posição mais erguida.

No Brasil é possível achar, com certeza, alguns modelos Caloi, Trek, Scott, Marin, Fuji, Bianchi entre outras marcas com as características descritas acima.

Exemplo: Guilles Berthoud Epervier

Exemplo: Mercian Special

Peças e componentes
Referente às peças e componentes da bicicleta, gostaria de dar algumas dicas e exemplos:

Rodas
As rodas tem que ser escolhidas conforme o peso do ciclista. Com um peso acima de 85 kg, me concentraria em rodas convencionais com muitos raios, 32 ou 36 por roda. Com os raios cruzados por mínimo 2x.

Também sou contra rodas com raios colocados de forma radial, o que é costume sobre tudo em rodas dianteiras, porque, apesar de serem mais rígidas lateralmente, deixam a roda mais dura = amortecimento zero.

Rodas convencionais são mais baratas e mais fáceis para se consertar.

Sei que esta idéia vai contra a tendência do mercado, mas para nós randonneurs, rodas convencionais são mais práticas.

Pneus
Tem que ser usados pneus para estrada asfaltada e não para estrada de terra. Pneus com cravos de MTB tem um arrastro muito maior e não são, definitivamente, apropriados para estrada asfaltada.

Em caso de usar aro 26 é recomendavel colocar pneus slick, de 1 a 1-1/2 polegadas.

Eventualmente, um pneu mais largo de 25 ou 28 mm, que pode ser usado com menor pressão, ajuda mais no conforto. O essencial é reduzir a trepidação.

A pressão nos pneus é essencial. Existem estudos dos anos 80 em que a equipe profissional La Vie Claire, de Bernhard Hinault (5 vezes vencedor do Tour de France), fez testes comparativos, enviando ciclistas com pneus de diferentes pressões para a mesma corrida. O resultado foi que os ciclistas com 10 a 15 libras a menos de pressão nos pneus (105 a 110 lbs em lugar de 120) chegaram mais descansados no fim da prova, sem queda de performance.

A pressão a ser usada nos pneus da sua bicicleta são definidas:
1. Pelos limites definidos pelo fabricante.
2. Pelo seu peso.

No caso de um ciclista mais pesado, será necessária maior pressão nos pneus; caso seja mais leve, poderá usar menor pressão, o que adiciona conforto.

Exemplos:

Continental 4Seasons, 23, 25 ou 28 mm

Continental SportContact  26×1.3, 700×32, 700×37

Marchas
Nós, randonneurs, não necessariamente temos tempo para treinar regularmente e, portanto, ter o preparo físico de um atleta profissional.

Isto significa que as famosas relações coroas 53-39 e pinhões 11-23, podem ser excluídas para 90% de nós.

Temos que usar marchas mais reduzidas, coroas compactas 50-34 ou triplas 52-42-30 na frente e pinhões eventualmente até de MTB atrás 11-28, 11-32, etc.

Interessantemente, Campagnolo publicou que 70 % dos pedivelas Campagnolo Super Record vendidos, os top da linha,  são modelos “Compact”, 50-34.

Para poupar a nossa musculatura, temos que manter uma pedalada com giro rápido. Qualquer pedalada abaixo de 60 giros por minuto, sobre tudo em uma subida, acaba sendo muito desgastante. O que significa que o nosso físico pode não agüentar um esforço que durará muitas horas.

Para ter uma noção da redução das marchas e da influência da velocidade de giro dos pedais na velocidade efetiva na estrada, veja também a tabela bicyclespeeds.por.

Guidão
Acho que o guidão de speed tem muito mais opções para colocar as mãos, que o guidão de MTB e assim pode-se mudar continuamente a posição e evitar dormência.

Defina a largura do guidão medindo a distancia entre os seus ombros. A largura do guidão será igual ou levemente maior a largura medida. Máximo um a dois cm mais largo.

Para longas distâncias, prefiro um guidão de speed, com tubos redondos, porque tem 4 posições para a mão:
1. manete,
2. posição baixa
3. posição atrás do manete na curvatura externa do guidão
4. posição no tubo reto do guidão ao lado da mesa

Não gosto de guidões ergonômicos, porque acabam limitando o movimento das mãos.

Costumo concentrar os faróis e instrumentos como Cateye perto da mesa, e não gosto de bolsa ou bagagem no guidão. Isto tudo, para poder movimentar as mãos da forma mais livre possível.

Para reduzir a pressão nas mãos, costumo colocar até 3 camadas de fita tipo rolha. Solução barata e eficiente.

Não recomendo clips de triatleta, e lembre-se: eles são proibidos em muitas  provas de randonneurs e audax como PBP, LEL e Rocky Mountains. Isto porque não dão margem suficiente de tempo para frear ou mudar de direção em um pelotão.

Selim   
Escolha o selim que distribua a pressão da forma mais uniforme possível. Não interessa se a superficie é mole ou dura, o importante é o formato.

Dormência, pressão ou dor são indicadores de que não está adaptado, ou que existe algum outro problema físico.

Caso não tenha ainda encontrado o selim mais apropiado, existem parâmetros para a sua escolha.

O primeiro que deve fazer é medir a distância de seus ísquios. Esta distância define a largura do seu selim. Pergunte para um especialista como medir.

Existem marcas, como a Specialized, que têm o mesmo modelo de selim em diferentes larguras.

O selim escolhido pode ser um selim de Speed ou MTB. Se o selim é de MTB e funciona, também pode ser usado na speed.

Para mais detalhes, veja as Dicas 2 (em breve).

Exemplo:

selim Brooks B17 

Pedais   
Use o que é mais confortável. As opções são:

1. pedais sem clip
2. pedais sem clip com firma pé
3. pedais com clip de MTB
4. pedais com clip de Speed.

Eu prefiro as primeiras 3 opções, pela simples razão de que posso usar sapatilhas que me permitam andar normalmente.

Os pedais com clip para Speed foram desenvolvidos para corridas e alta performance, tentando aproveitar da melhor maneira possível a força do ciclista. Mas os tacos prominentes somente permitem andar com pé de pato.

A minha preferência se baseia na pratica. Já tivemos casos em provas que o ciclista, usando pedais com clip de Speed, teve que caminhar uma distancia a pé para resolver algum problema. Acabou quebrando um dos tacos e não tendo como repor perdeu a prova.

Posição/bike fit
Estando bem encaixados na bicicleta, ficamos mais soltos, e isto repercute nos movimentos de todo o nosso corpo.

Muitas vezes, travamos o corpo por cansaço, dor ou nervosismo. No meu caso, já percebi por várias vezes que estava tenso em cima da bicicleta. Assim, simplesmente tentei soltar o meu corpo outra vez: pedalada mais redonda, menos pressão no guidão, etc e, de repente, o desconforto e as dores sumiram.

O nosso corpo tem que estar equilibrado de tal forma em cima da bicicleta que exista uma distribuição de peso adequada entre traseiro, pés e mãos. Os 3 pontos de contato.

Qualquer mal estar, dor nas costas, no traseiro, nas mãos, nos pés ou dormência indica que existe algum desequilíbrio.

A posição e a altura do selim, a altura do guidão e a distância do corpo e dos braços até o guidão definem a inclinação do seu corpo durante a pedalada (mais erguido ou menos erguido).

Para maiores distâncias, onde a prioridade é o conforto, é melhor ficar mais erguido, devido às velocidades mais baixas, com menor necessidade de uma aerodinâmica “perfeita”.

Garanta que a sua bicicleta tenha a mesa e o guidão na altura apropiada, de forma a permitir-lhe uma posição mais erguida.

Caso tenha algum problema com a sua posição em cima da bicicleta (ou seja, que ainda não tenha encontrado a posição mais confortável) ou tenha dúvidas, faça um bike fit, serviço oferecido por muitas bicicletarias na cidade.

**para entrar em contato com o Richard Dunner, escreva para rdunner@uol.com.br.

34 respostas em “Dica 1 – Bicicletas e suas partes – Como escolho a minha bicicleta e suas peças?

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  2. Mas o guidão de speed não é muito baixo? não causará sobrecarga sobre os pulsos, além do esforço na musculatura da nuca (devido à posição mais encurvada para frente do torso)? Uma bicicleta com guidão mais alto, proporcionando uma postura não tão inclinada para frente, não seria mais recomendável?
    E não é contraditório falar que “para o nosso propósito, provas de randonneurs, este tipo de bicicleta [speed] não é necessariamente apropriada” e depois afirmar que “o guidão de speed tem muito mais opções para colocar as mãos, que o guidão de MTB”?
    Eu continuo achando que a posição mais rebaixada do guidão, tanto em speeds quanto em MTB’s, é bastante desconfortável para longas distâncias.

    • Olá Eduardo, acho que você interpretou algumas informações de forma equivocada.
      Vamos por partes:
      1- Quando o Richard fala que este tipo de bicicleta (speed) não é a mais apropriada, note no parágrafo anterior que ele se refere às speeds com entre eixos mais curtos (97 a 100cm) pois estas bikes são muito “racing”, são mais desconfortáveis. Quanto maior o entre eixos mais confortáveis.
      2- Você pergunta se o guidão de speed não é muito baixo. A resposta é “pode ser”, depende de como você ajusta sua bike, num bike fitting pode fazer este ajuste para corrida (mais baixo), ou mais confortável (mais alto), onde você não fica nesta posição que descreve como sendo curvado para frente, enfim, é questão de ajuste. E também existem speed onde a caixa de direção já é mais alta, como por exemplo o modelo Roubaix da specialized, justamente para ficar mais confortável.
      3- Se o ajuste de sua bike causa sobrecarga nos pulsos e esforço da musculatura da nuca é porque ele está errado, num bom bike fitting você não terá estes problemas, claro que depende da competência do profissional que fará este ajuste para você.
      4- O guidão de speed tem mais posições de pegada, são 4, enquanto na MTB terá 2 se colocar um “bar end”, por isso alguns randonneurs preferem este tipo de guidão speed, para variar as posições e descansar, é claro que consideramos que o ajuste de altura do guidão comentado acima está correto, estando muito baixo qualquer guidão é mais desconfortável.
      5- Concordo com último parágrafo, qualquer guidão mais rebaixado é mais desconfortável para longa distâncias, mas tem quem use, lembre que cada um tem um alongamento e preparo físico. O que é baixo par mim, que tenho pouco alongamento, para outros é muito alto.
      O importante é cada um testar todos tipos de equipamentos e ver a qual se ajusta melhor, características pessoais podem mudar alguns ajustes da bike de um indivíduo para outro. Abraço. Rogério

      • Ok, Rogério! Obrigado pelos esclarecimentos. Bem,pelo que entendi então há speeds com entre-eixos mais longos – e que estas são as bicicletas recomendadas pelo Richard.
        Concordo também que o bike fit deve levar em conta a condição muscular e de flexibilidade de cada um, mas tenho a impressão que poderíamos ter como “regra” que a posição mais “agressiva” dos ciclistas que curtem velocidade não é adequada para longas distâncias, pelo menos não nas provas nas quais não é o menor tempo que conta, não é? Bem, aos 46 anos,não me vejo percorrendo mais de 40 km numa speed, mesmo com guidão mais alto. Tenho uma touring bike – uma caloi city tour – e a acho bem confortável:guidão mais alto, posição mais ereta (sem estar com a coluna na perpendicular, mas ligeiramente inclinado à frente). Ainda assim, acho que nada se compararia ao conforto de uma bike reclinada, nas quais não forçamos os pulsos devido à posição do guidão; nem dor na região do períneo, nem desconforto na nuca. Gostaria de fazer um audax com a minha reclinada, mas como estou em atividade acadêmica no período da próxima prova não poderei ir.

      • Eduardo, sem dúvida que uma posição “um pouco mais ereta” será melhor para longas distâncias, mas não quer dizer que seja bom uma posição totalmente ereta, apenas para não confundir, um guidão muito alto irá prejudicar o rendimento, com vento contra será pior ainda. Falando em idade, a média dos cerca de 1400 ciclistas que fizeram os 1200 do PBP deve ser cerca de 45 anos, e a maioria, grande maioria são speeds.
        Mas também tinha uma mulher que fez com uma bike de uma marcha que devia ser dos anos 50, e pior, ela fez os 1200 de vestido, como se estivesse passeando ou indo à padaria, tinha até cestinha com flores, numa posição bem passeio. Com isso digo que qualquer bike serve para longa distância, :-)
        As reclinadas são muito confortáveis, sem dúvida, mas terá uma maior dificuldade com as subidas, onde elas são mais lentas que as demais, além de serem bem mais pesadas, via de regra. Bom, costumo dizer que deve-se testar tudo, somente com a experiência própria chegaremos ao melhor para nós. Abraço. Rogério.

      • Sim, concordo contigo. Tambm acho que h inmeras formas de se pedalar e de se sentir confortvel. As reclinadas so timas quando pensamos no quesito conforto – no sobrecarregar a musculatura da regio cervical, no forar os pulsos, distribuir melhor o peso sobre as ndegas. Por outro lado, foramos mais as articulaes dos joelhos e, como vc disse, nas subidas elas so mais lentas mesmo (mas nas retas e nas descidas no tem pra ningum). Acho que uma posio ereta, tipo 90 graus, no recomendvel. Pode ser um chute, mas tenho a impresso que nessa posio os impactos sobre as vrtebras seria bem mais acentuado. Acho que uma ligeira inclinao frente evita impactos to intensos e, ao mesmo tempo, poupa o sacrifcio da regio lombar (que numa posio mais inclinada frente causa). “Teorias” bem empricas minhas. Queria muito participar deste audax em Holambra, mas no vou ter frias antes da segunda quinzena de janeiro e at l no poderia me organizar para esta prova.

        abraos, eduardo

      • Olá! Tenho uma mtb Alfameq Stroll 21″,já ajustei o selim para o meu tamanho,mas ainda sinto um pouco de incomodo entre os ombros e o pescoço,provavelmente devido a altura do guidão,acontece que o guidão não tem como aumentar mais,a não ser que eu compre uma mesa com regulagem,porém a mesa c/ regulagem não é confiável e outra opção seria colocar um guidão maior que esteticamente na minha opinião fica muito feio,emfim…a solução seria outra bike? Vlw…

  3. Pingback: Check List para Passeio e Provas Ciclísticas | 1 Kg por Km

  4. Boa tarde.estou querendo comprar uma speed para mim.tenho 1mt 64cm de altura.poderia me informar o tamanho do quadro melhor para minha altura..eu já tenho uma bike que faço meus pedais da semana..

    • Oi Marcia,
      No artigo acima tem o link para uma tabela de tamanhos de quadro:

      http://www.ebicycles.com/article/bicycle-frame-size-charts.html

      Entrando no link tem um capítulo Road Frame Sizes. Ticando encima aparece uma tabela, onde na coluna vertical a esquerda tem a altura das pessoas e na linha no topo na horizontal o cavalo.

      Agora, acho que a sua altura de 1,64 m e um bom indicativo. Pela tabela você teria que comprar um quadro entre tamanho 48 a 50.

      Recomendo ir a uma bicicletaria da sua confiança e pedir para mostrar bicicletas com quadros deste tamanho. Pega uma destas bicicletas, ajusta o selim (veja para isto Dica 4 de Odir, no nosso mesmo blog) e vai dar uma volta para sentir a bicicleta.

      Com certeza assim vai achar alguma bicicleta do seu tamanho que lhe agrade.

      Abraços e bom pedal,
      Richard

  5. Para o Desafio 90 ou Brevet 200km é obrigatório utilizar bicicleta speed? Ou pode percorrer com qualquer tipo de bicicleta de qualquer aro desde que seja confortável? (speed, MTB, dobrável, caiçara, reclinável de 3 rodas que é super confortável…)? Atenciosamente

    • Olá João, tanto nos brevet quanto desafios o regulamento é o mesmo, pode ser utilizado qualquer veículo a propulsão humana, então qualquer bicicleta se enquadra, não só bicicletas, mas também patins, patinetes, skates, etc, já que são movidos pela propulsão humana. Obviamente 99,999% optam pela bike, a mais eficiente para estas longas distâncias. Não digo 100% pois já tivemos participantes de patins num desafio. Fora do Brasil já tivemos patinetes, e skates desconheço que já tenham sido usados.

  6. Sou iniciante de triathlon, gostaria de saber se posso utilizar a minha bike speed no triathlon? As bikes de triathlon vão fazer muita diferença? Grato!!

    • Olá Felipe, até onde sei não existe nenhum impedimento de usar speed nas provas, já vi vários participantes em provas realizadas na USP com speed. Sem dúvida as bikes de Triathlon são mais indicadas, pelo tipo de percurso destas provas, na maioria planas, onde a posição aerodinâmica desta bike faz diferença. Também tem a questão da geometria do seat tube, que pelo ângulo facilitaria a corrida depois da bike, ao poupar alguns músculos específicos, pelo menos é o que dizem, até onde sei não existe comprovação científica disto. Agora tenha em mente que se comprar esta bike terá um equipamento muito específico, pouco indicado por exemplo num percurso montanhoso, por exemplo. Espero ter ajudado. Abraço. Rogério

  7. Richard, bom dia.
    Poderia indicar um modelo de dínamo de cubo e o seu farol respectivo indicado para um audax?
    Att,
    Rogério.

    • Bom dia Rogerio,

      O “Rolls Royce” dos dínamos é o Son da Schmid, veja o link anexo: http://www.nabendynamo.de/english.
      Tem um alemão, Klaus Rurack, Porto Alegre, que consegue entregar no Brasil.

      Pessoalmente, tenho evitado dínamos porque aumenta o atrito. Tenho usado as luzes chinesas compradas no http://www.dealextreme.com, bicycle lights. Os preços variam entre US$ 30 e US$ 70. Uso este sistema ha anos, também usei no PBP e LEL, sem problemas. Pegando o modelo certo, a bateria dura entre 10 e 15 horas com uma luminosidade bem superior a qualquer Cateye.

      As soluções não são necessariamente comparaveis. Mas a solução chinesa é bem mais barata.

      Depende das suas necessidades, e quanto quer investir.
      Abraços,
      Richard

  8. Já testei algumas variações, mas AGORA SIM, chegarei no produto final com quase que 100% de acerto. Peguei um quadro de mtb dos anos 90, de cromoly (antiguinho, da marca specialized, ainda em muito bom estado), combinei com um garfo rígido da marca mosso, de alumínio (bem leve por sinal)… Disso já resultou num entre-eixos de aproximadamente 107 cm. (uma boa distância para um melhor conforto). As rodas são as – confiáveis e nem tão pesadas – vzan team flyer (700c; 32 raios; cubos shimano tiagra) com pneus (simples e muito baratos) CST road (um 700×23 que mais parece 25! Ou seja, com um certo ‘confortozinho’, dependendo da calibragem!). A transmissão conta com um pedivela shimano deore 44-32-22 (só que a coroa menor será retirada!) e a cassete será alguma 11-27, 11-25 ou até 11-23. Dentre as opções de guidão, preferi arriscar num modelo bullhorn (chifre de boi; muito usado nas fixas ou singlespeed) de 42 cm de largura, pois terei mais algumas opções de ‘pegada’ (não me adaptei com guidão de mtb, nem com o uso de bar-ends). Freios, tendo em vista o menor peso, trocarei os v-brake pelas ferraduras de speed! AGORA, minha dúvida paira na diferença de altura que ficou quando meço a ponta do selim em relação à altura da mesa (ficou com mais ou menos 5 cm negativo – mesa abaixo do selim) e – por isso – tenho sentido um certo desconforto em pedaladas mais longas, pois permaneço muito “dropado” na bike! Pergunto… SERÁ QUE AQUELAS MESAS COM AJUSTES DE ALTURA É UMA BOA OPÇÃO? Ou… SERÁ QUE EU PODERIA OPTAR POR AQUELE ADAPTADOR, QUE PERMITE AUMENTAR A ALTURA DO STEERER DO GARFO?(visto que o steerer do garfo é curto) Bem, essas são minhas dúvidas! Quanto à matéria, ÓTIMA lição aos interessados nas longas distâncias… Realmente, muito válida. Grande abraço.

    • Bom dia Antonio,
      Relativo aos freios speed, não necessariamente são mais leves que os V-brake.
      O meu V-brake, um velho XTR, é mais leve que a maioria dos freios speed, e tem uma potencia de freio bem maior.
      Relativo a mesa, existem mesas com ángulos bem maiores, que colocando ela invertida, sobem o guidão significativamente. Caso não consiga subir o guidão ate a altura desejada ai sim iria para um adaptador ou uma mesa de ángulo variavel. Isto, realmente vai aumentar o peso. Um bom mecánico de bicicleta com certeza lhe achará uma solução.
      Abraços,

  9. Olá.
    Sou novo nesse site, mas já li praticamente tudo que foi postado nele.
    Estou com uma dúvida quanto a qual pneu utilizar:
    Tenho uma MTB 26 e utilizo os pneus Continental Race King 2.0, fiz o AudaxFloripa 200 com eles e agora, com o objetivo de diminuir o arrasto e manter uma velocidade média maior, troquei por um Kenda slick 1.5 para fazer o AudaxFloripa 300. O problema é que rodei 20 km com os pneus novos e não notei nenhuma vantagem na troca. Bem pelo contrario, estou menos seguro nas curvas e descidas, menos confortável e a velocidade média parece até menor.
    A circunferência da minha roda com a troca de pneus diminuiu de 2050mm para 2000mm. Será que a diminuição do arrasto compensa a diferença do tamanho da roda?
    Alguém já fez essa comparação?
    Abraço.

    • Oi Evandro,
      O que define o arrasto de um pneu é a superfície no chão. Um pneu 2,0 tem uma superfície de contato quatro vezes maior, que um pneu 1,0 Isto, independetemente do tamanho da roda. Alem disso a borracha utilizada em um pneu MTB é muito mais mole, para aumentar a abrasividade, enquanto borracha de pneu de estrada e mais dura, o que significa que posso reduzir consideravelmente o atrito no chão usando um pneu menos largo. Muito importante, tanto para o seu conforto, desempenho e segurança é a pressão nos pneus. A pressão utilizada em m pneu MTB, 2,0 é mais baixa e fica ente os 35 a 50 lbs, dependendo do chão, enquanto o pneu slick 1,5 terá que ser rodado, dependendo do seu peso, entre uns 70 a 90 lbs. Portanto, antes de rodar, use uma bomba precisa para calibrar os seus pneus.

      A circunferência da roda faz que a sua bicicleta fique mais nervosa, com rodas menores, ou mais confortável, com rodas maiores. O que você provavelmente sentiu, é, que com a circunferência menor a sua bicicleta ficou mais “cabrito” o que lhe causou insegurança.

      • Richard, obrigado pela resposta.
        Acabei fazendo o Audax Floripa 300 com o pneu 1.5 slick, mas me arrependi. Minha velocidade média com o Race King 2.0 no Audax 200 foi de 21 Km/h, dentro de Floripa; já no 300, que tinha quase 200 Km de BR 101, a média foi de 21,2 Km/h com pneu 1.5 slick. Tenho quase certeza de que meu desempenho seria melhor com o outro pneu.
        Agora, pro Audax 400, eu pretendo seguir o teu primeiro conselho – “A sua bicicleta tem que ser confortável, não pesada demais para percursos longos e preferencialmente Speed (estradeira) com aro 700C (27 polegadas).”
        Abração, qualquer hora nos encontramos em um posto de controle.

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