Dica 2 – Pontos de contato – traseiro x selim

(por Richard Paul Dunner)

Em vista dos problemas que a maior parte dos ciclistas enfrenta nos pontos de contato com a bicicleta e não tendo achado literatura a respeito em português, decidi escrever sobre o tema.
Os 3 pontos de contato com a bicicleta são:

1. Mãos com guidão
2. Traseiro com selim
3. Pés com pedais.

Estes são os pontos onde temos que prestar mais atenção e vale a pena fazer um investimento maior para garantir o nosso conforto.
Em uma primeira instância gostaria de me concentrar no contacto do traseiro com o selim.
Lembre-se, o ciclista de longa distância muitas vezes desiste em uma pedalada longa não porque não tem mais pernas, mas porque o traseiro está tão assado que não consegue mais sentar.
Veja na figura anexa os pontos de pressão medidos em um selim: vermelho = pressão alta, azul = pressão baixa.
Importante é uma distribuição de pressão em uma maior área e da forma mais uniforme possível. Isto, para eliminar os pontos de pressão alta = vermelho. Ideal seria um resultado gráfico somente de cores verdes e azuis = pressão baixa.

pressão medida no selim

Lembre-se, dormência ou dor são indicadores de algo errado. Significa que existem pontos de pressão que estão inibindo a circulação sanguínea, resultando em desconforto.

Portanto, a sua escolha do conjunto selim e bermuda são essenciais.

Selim
O seu traseiro é o ponto de contacto com a sua bicicleta com a maior pressão. Consequentemente tem que escolher o selim de tal forma, que distribua a pressão da forma mais uniforme possível. Não interessa, se a superfície é mole ou dura, importante é o formato.
Os parâmetros para a escolha são:
1. A distância entre os ísquios
2. O uso e, portanto, a posição.
3. O sexo
4. Características físicas individuais
5. Estilo de pedalar
6. Conclusões

Ísquios

 Assometer (Specialized)

Distância entre os ísquios
O primeiro passo que deveria fazer é medir a distância entre os seus ísquios. Este fator define a largura do seu selim. O mais simples é sentar em um pedaço de papelão canelado. Com o peso do próprio corpo acabam aparecendo as marcas dos ossos nele. Pegue uma trena e meça de centro a centro das marcas.
A largura para uso de um selim se define partindo da crista dele. A medida  aproveitável é a distância onde alcançamos um afundamento máximo de um centímetro em relação a crista. Veja o desenho abaixo.

Cada vez mais fabricantes de selins produzem o mesmo modelo em diferentes larguras para ajudar na adaptação.
Um bom exemplo da aplicação deste principio são os selins Specialized, onde o mesmo modelo pode ser encontrado em ate três diferentes larguras.

Uso do selim
Dependendo da especialidade ciclística praticada os formatos são adaptados. Assim temos selins específicos para uso urbano, MTB, pista, estrada, triatlon, etc.
Em geral usam-se selins mais largos para ciclismo urbano e trekking devido à posição, mas erguida, selins mais acolchoados e arredondados na parte posterior para MTB devido necessidade de poder se movimentar para a parte posterior do selim em descidas, selins mais estreitos para prática de ciclismo de desempenho onde a aerodinâmica aumentaem importância. Temosentão para cada especialidade um selim especifico.

Sexo
As diferenças físicas entre homens e mulheres são mais um fator. Devido às diferenças anatômicas, os selins masculinos são mais estreitos e compridos e os selins femininos mais largos e curtos.  Muitas marcas vendem hoje selins diferenciados tentando fornecer produtos específicos ao cada vez maior número de mulheres praticando o ciclismo. Um bom exemplo de selim feminino pode ser visto na foto abaixo: Selle Italia Lady Gel Flow.

Características físicas individuais
Para casos com características anatômicas extremas, para o ultraciclista, ou para o perfeccionista que quer um Rolls Royce, existe hoje a opção do selim sob medida onde, com ajuda de um sistema eletrônico e sensores, fabrica-se um selim completamente individualizado.
Ainda não consegui achar este tipo de serviço no Brasil mas existem vários fornecedores tanto na Europa como nos Estados Unidos. Afirmam que conseguem reduzir a pressão em ate 50% comparando-se a selins de prateleira.

Estilo de pedalar
Por último, dependendo da sua forma de pedalar, além das características físicas, o selim também tem que ser adaptado.
A empresa Fizik parte do principio que o selim deve ser adaptado à flexibilidade da espinha dorsal do usuário. Veja o site http://www.fizik.com
Fizik chegou à conclusão que tem basicamente três tipos de usuários:
1. Bull (Touro): Aquele que fica sentado em uma certa posição no selim e não muda muito de posição. Tem uma espinha dorsal mais rígida.
2. Cameleon (Camaleão): Aquele que se movimenta pouco de posição em cima do selim. Tem uma espinha dorsal mais flexível que o Touro.
3. Snake (Serpente). Aquele que se movimenta constantemente em cima do selim. Tem uma espinha dorsal muito flexível.
Baseado nesta teoria a Fizik define o formato do selim.
Assim, para o ciclista Touro foi desenvolvido o Fizik Aliante, que é mais largo e mais fundo no períneo. Exemplo: Andy Schleck.
Para o ciclista Serpente foi desenvolvido o Fizik Arione, que é mais estreito e comprido sendo quase completamente plano. Exemplo: Fabian Cancellara, um corredor com uma flexibilidade muito grande, que consegue parado, esticando-se, colocar a palma da mão no chão.
O ciclista Camaleão usa um selim que fica entre os dois modelos anteriores, o Fizik Antares. Exemplos: Ivan Basso e Vicenzo Nibali.

Conclusões para nos randonneurs
Independentemente de todos os fatores mencionados, caso tenha achado o selim onde se sinta confortável pedalando durante horas, seja um selim de MTB, trekking ou estradeiro, use-o.
Pessoalmente, prefiro selins de couro a selins de materiais sintéticos. Um bom selim de couro adapta-se melhor as características anatomicas do ciclista. Precisa de mais manutenção, por ser um material vivo, mas o conforto e maior.
No PBP 2011 por volta de 50% dos participantes usavam selins de couro. Usei para a prova um Brooks Swift (veja foto). Tenho usado este modelo para quase todos os Audax nos últimos anos.
Já usei um Brooks B17 Narrow mas não consegui me adaptar e vendi para um colega ciclista.
Os selins Brooks, com poucas exceções, necessitam ser amaciados pedalando, calculem 30 horas de uso para chegar ao resultado desejado.
Para uso urbano e para trekking comprei um selim Gilles Berthoud Aspin (veja foto). Estes selins franceses são pré-amaciados e no meu caso a adaptação foi imediata.
Entre os selins de material sintético, uso o Fizik Aliante (veja foto) na minha bicicleta de corrida, um selim leve e um pouco mais largo que, em muitos testes feitos na Europa, foi considerado um dos selins de alto desempenho mais confortáveis no mercado.
Caso ainda não tenha achado o seu selim, repense.

Gilles Berthoud Aspin (uso urbano e longa distância)

Selle Italia Lady Gel Flow (selim feminino)

Brooks Swift (selim de couro alto desempenho)

Fizik Aliante (selim de competição)

Bermudas, calças e bretelles para ciclismo
O melhor complemento para qualquer selim é uma bermuda, calça ou bretelle apropriados.
Esta é a peça mestre do guarda roupa de qualquer ciclista onde cada centavo aplicado vale ouro.
Pode prever, que a melhor bermuda com o melhor forro, depois de 200km vai ficar tão encharcada de sujeira e suor, que o tecido não vai absorver mais nada.
Nesta situação o tecido vira lixa e, com certeza, o seu traseiro vai ficar assado.

Chegamos então às seguintes perguntas:
1. Bermuda ou bretelle?
2. Forro?
3.Proteção?

Forro Assos

Forro Gore 

Gore Oxygen

Gore Ozon 

Bermuda/bretelle
A primeira questão é, bermuda ou bretelle?
Pessoalmente, acho que por praticidade a bermuda é mais apropriada para nos randonneurs. É muito mais fácil de retirar ou trocar quando estamos a caminho.
Os argumentos que o bretelle fica melhor no lugar e mantem as costa protegidas são coisa do passado com uma bermuda de qualidade.
Lembrando da higiene, lave a sua bermuda depois de cada pedalada. Alias muito mais bermudas ficaram inutilizáveis por não lavar de que por lavar.

Forro
A bermuda escolhida tem que ter um forro de primeiríssima qualidade.
Entre as marcas com os melhores forros achamos Gore, Assos e Pearl Izumi. Estas marcas têm forros diferenciados tanto para uso em competição como em longas distâncias, modelos masculino e feminino.
Não é por nada que no PBP 2007 e PBP 2011 aproximadamente metade de todos os ciclistas usavam bermudas ou bretelles Gore e Assos.
O forro para longas distâncias em geral é mais grosso e mais comprido para reduzir a pressão nas áreas essências. Lamentavelmente, não existe hoje, em janeiro de 2012, uma marca brasileira com um forro apropriado para longas distâncias apesar de que falem que usam forros importados. Obviamente é uma questão de preço. Espero que isto mude.

Proteção
Por último gostaria de falar de um item muito negligenciado devido a intimidade e machismo.
Todos nos ciclistas já ficamos alguma vez assados depois de uma longa pedalada e nos perguntamos como evitar isto na próxima pedalada.
Não existe outra, que CHAMOIS = pomada para reduzir o atrito com o selim.
Como exemplo, sei que o massagista dos ciclistas profissionais, que chegam a pedalar ate 40.000km por ano, usam não gramas, mas quilos de chamois por temporada.
O bretelle do ciclista profissional é preparado da forma seguinte:
Pega-se o bretelle com o forro visível, pega-se com a mão limpa uma mão cheia de chamois, joga-se diretamente em cima do forro, edistribuindo de forma uniforme. Entrega-se desta maneira ao ciclista para uso.
Em outras palavras, o ciclista sai sentado em uma banha de pomada para pedalar.
Observei que alguns participantes das provas colocam Hypoglos na bermuda. Hypoglos não é apropriado e deixa muita sujeira. Serve para assaduras já existentes e dificilmente vai ajudar a reduzir a fricção com o selim.
Caso não tenha dinheiro para gastar em chamois, compre vaselina na farmácia, que é muito mais apropriado e barato.

Exemplo
Terminei a minha participação em PBP 2011, 1230 km, praticamente sem nenhuma assadura no traseiro. Larguei em uma banha de chamois e levei para a prova um pote inteiro de chamois da Assos. A cada parada no posto de controle (PC) ia para o toalete e aplicava mais uma camada abundante de chamois.
Quando fui tomar banho, o mais importante foi secar bem as partes em contato com a bermuda, pegar uma bermuda limpa e aplicar abundantemente chamois no forro desta antes de vestir.
Para o caso de assaduras levei uma pomada da Avène: Cicalfate, empresa francesa. Esta pomada, que também pode ser encontrada no Brasil, tem poder regenerativo. Em caso de pedaladas longas que causaram assaduras, é para ser aplicada nas partes afetadas depois de deixar a superfície seca e limpa. Isto é depois de um bom banho.
Na minha experiência, já após 1 hora da aplicação a melhora é nítida. Assim, antes de voltar a pedalar, aplique uma camada fina da pomada e coloque-se uma camada de chamois por cima. A pomada acaba tendo a função de uma segunda pele.

Lembre-se, como falam os ingleses, “last but not least” (finalmente mas não definitivamente), qualquer aumento de conforto em uma longa pedalada depende dos detalhes.

Desejo a todos boas pedaladas em 2012!

**para entrar em contato com o Richard Dunner, escreva para rdunner@uol.com.br.

29 respostas em “Dica 2 – Pontos de contato – traseiro x selim

  1. Pingback: Dicas de ciclistas experiente. « Trilha Livre

  2. Post muito esclarecedor, já usou o Fizik Gobi para longas? Algum selim Selle itália da linha SLR?
    Obrigado pela informação

    • Oi Fabio, já usei o Gobi, fiz o Audax 200 de Queluz. Deu certo, mas sentí um pouco de falta de apoio na parte traseira. Por ser um selim de MTB, o Gobi e “arredondado” atrás, isto para facilitar o movimento para atrás do selim com o traseiro em descidas muito ingremes. O SLR eu nunca usei. Agora, acho que devido a ser um selim de competição bastante estreito seria mais bem para distancias mais curtas. Da Fizik onde melhor me adaptei para longas foi no Fizik Aliante, já fiz varias vezes os 200 e 300. O modelo Gamma é o mais em conta, pode acha-lo bem em SP. Em quase todos os testes que vi em revistas la fora, sobre tudo Inglaterra e Alemanha, o Aliante sempre teve notas muito boas, sendo considerado um bom selim para competição. Mas também é frequentemente usado para MTB. Espero ter respondido a sua pergunta. Abraços e bom pedal,

    • Guilherme, a anatomia é bem diferente, largura do quadril, etc, a confecção acompanha estas diferenças, o forro muda, e também costuma ser mais curta, mas ai é mais por estética, claro. Rogério

    • Juliano, eu pessoalmente nunca comprei com gel, não acredito que seja melhor, minha dúvida até mesmo por não ter usado é se esse gel não atrapalha na retirada do suor da pele, sei lá, já peguei uam bermuda destas e não gostei do forro. Uma das melhores marcas do mundo é a Assos, não tem igual, falam que outras marcas famosas são boas, podem ser boas, mas não chegam aos pés das Assos, que é excelente, principalmente para longa distância, quando se fica dias pedalando. Tenha em mente que a maioria dos equipamento, como roupas, selim, etc, são escolhas pessoais, sempre será a palavra definitiva a sua quando testar os produtos e comparar, por isso que gastamos mais do que devíamos ao comprar errado e não funcionar com a gente. Só lembrando, a Assos também é das mais caras, não tem segredo. Abraço. Rogério

  3. Pingback: Escolhendo o melhor selim | Projeto Cicloninh@s

  4. Meu selim é da scott… em pedaladas mais longas quase morro de dor, acredito que é devido a anatomia… este selim feminino que mencionaram aqui (Selle Italia lagy gel) existe também largura como o da specialized, ou este modelo existe somente em um tamanho? Queria muito que ficasse bom em mim… pq realmente o selim me incomoda!

  5. Pingback: Check List para Passeio e Provas Ciclísticas | 1 Kg por Km

  6. Obrigado pelo excelente texto e dividir a sua enorme experiência,

    Gostaria de tentar contribuir um pouco sobre os selins de estrada.

    Acredito que a aerodinâmica não seja o fator preponderante, pois o selim permanece encoberto a maior parte do tempo.

    Acredito que o fundamental é que no ciclismo de estrada profissional há um peso menor no selim que nos demais usos por 2 motivos:
    1. a geometria das bicicletas que descarregam mais peso nos braços;
    2. maior tempo pedalando com potência média a alta: talvez seja o uso (ciclismo de estrada) em que o ciclista passe, efetivamente, mais tempo pedalando, o que reduz o peso no selim, pois estão empurrando os pedais
    (estudos atuais revelam que a “puxada” é muito mais fraca do que se imaginava, ela está mais como aliviar o peso da perna contrária do que para gerar tração).

    Um bom contrarrelogista praticamente flutua sobre o selim e por isso vemos que eles conseguem permanecer na ponta do selim por quase todo tempo (dá para ver em muitos casos que os isquios ficam sem apoiar no selim), usando o selim apenas como uma guia de pernas. Tal posição é inviável em outro uso, como numa bicicleta com geometria de passeio onde o peso se descarrega todo no selim e o ciclista pedala vez ou outra de forma bem leve (sim, estou exagerando).

    A partir deste quadro (pouco peso no selim), ser estreito tem suas vantagens, permite a movimentação mais livre das pernas, o que reflete em maior desempenho.

    Temos que lembrar que ciclistas das grandes voltas pedalam 4-5horas direto todo dia, durante um mês praticamente, um selim que não atendesse suas necessidades seria inviável. Não se pode acreditar que tal selim seria uma máquina de tortura para eles, mas acredito que para a maioria dos ciclistas isso possa ser uma verdade dependendo do tempo que se passa em cima do selim.

    Porém uma parte dos ciclistas amadores que não pedalam tão forte a ponte de tornar tal selim “confortável/aceitável”, fazem uso de tal selim apenas por se espelhar nos profissionais. (é assim também nas escolhas dos tamanhos de pedivelas, coroas e cassetes), em vez de entender a própria condição física e comprar algo adequado a ela (é claro que os vendedores não ajudam tampouco).

    Eu particularmente não gosto de selins com muito estofado, mas a minha prática é sempre curta, não passando muito de 2h.

    Abraços

    • Bom dia Marcus,

      Conforme os especialistas a pressão no selim depende de:
      1. Peso do corpo (aproximadamente 60 % do peso total da pessoa)
      2. Inclinação do corpo encima do selim (mais inclinado menos peso, mais erguido mais peso)
      3. Tamanho de area de contato do selim.

      Isto significa, que maior o peso, maior a pressão, menor o pesso menor a pressão. Também significa que aumentando a inclinação reduzo o peso no selim e portanto a pressão.

      Na prática significa:

      1. Randonneur ou cicloturista
      Peso: maior, em geral mais pesado, também por treinar menos
      Posicionamento: mais erguido
      Selim: maior area por ser mais largo

      2. Ciclista de performance
      Peso: em geral menor, ate os mais altos, estilo Boonen
      não chegam a pesar mais de 80 kg
      Posicionamento: performance, bem inclinado
      Selim: area menor, tem que ser leve

      Recapitulando, vai dar um resultado similar:
      1. Aumentando o selim do cicloturista compenso o aumento de peso, distribuindo este em uma area maior.
      2. O ciclista de performance, devido ao menor peso e a inclinação maior encima da bicicleta vai usar um selim de area menor.

      Assim, os 2 foram atendidos.

      Atenciosamente,
      Richard

      Isto quer dizer, que

  7. Boa noite! Tenho perfil fizik touro, senti uma pressão desconfortável na região de períneo. Estou pensando em comprar um SELIM FIZIK ALIANTE VERSUS K:IUM, ele tem uma depressão no centro do selin. Pedalo em uma bike speed… Compro o aliante convencional ou o este? Obrigado!!!

      • Bruno,
        Tem muitas bicicletarias, que emprestam os selins para experimentar. Com certeza vai achar alguma perto da sua casa. Experimenta e descubra.!

        Abraços,
        Richard

  8. Hey, “last, but not least” significa: “por último, mas não menos importante”. É um termo utilizado quando se enumeram assuntos (assim como você fez) onde todos os pontos abordados têm quase que a mesma importância e quando chega-se no último ponto a ser explicado, eles informam que, mesmo estando no final da lista, este ponto não se torna menos importante que os demais acima. A frase completa seria: “And, for last, but not least important…”

    Valeu!

  9. O que vc. acha em usar 2 bermudas. uma com proteção anatômica (forro) e outra simples, encima, para pedaladas longas – Audax 200 km.

    • Olá Francisco, nunca soube de ninguém que tenha usado duas bermudas, mas creio que será meio desconfortável, hoje existem bermudas de excelente qualidade para Longas, sempre lembrando que é muito importante o uso dos cremes para evitar as assaduras, além claro da qualidade do forro destas bermudas. Abraço. Rogério

  10. Ola..quanto ao uso de duas bermudas li uma postagem no qual um ciclista italiano nao me recordo nome deu a dica de usar uma bermuda ao avesso ( parte de trás para frente) e a outra bermuda normal… vou experimentar achei iinteressante a dica…

  11. Pingback: Dica 2 – Pontos de contato – traseiro x selim | Espaço de Green_Brazil®

  12. Parábens, muito completo! Eu tinha muito problema com assaduras usava vaselina pra me ajudar com isso. Agora pude fazer os ajustes que percebo que eram necessários e comecei a usar um creme específico (endue chamois), me ajudou muito. Nunca mais me incomodei!!!!

    Valeu

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